Ai, Deus! Como sofre quem ainda tem um pouco de massa encefálica! Essas pessoas gritando na janela: MENGÔ! Não dá pra se concentrar e ler um livro, ver um filme, ouvir música ou fazer algo útil, pois os primatas gritam em suas gaiolas para defender o time como se a VIDA fosse melhorar após esse ato de infinita ININTELIGÊNCIA e eu disse ININ...! O Brasil vai se reajustar, a educação vai melhorar, os hospitais vão funcionar, o salário mínimo digno será, o transporte vai funcionar, a desigualdade e a corrupção vão acabar depois do TAL TIME GANHAR??? Pois assim me parece! Tanta empolgação! Não digo para vivermos de cara amarrada por tantos problemas... Mas, pensar às vezes faz bem ao cérebro. Olha que atrofia! Senão, todos vão acabar reduzindo a existência a uma bola e 11 homens... Vão acabar? "G Sus", onde estou com a cabeça??? Já estão se acabando... Sabia que essa gente ia mudar o mundo... PRA PIOR! Se é que pode piorar! Obs.: Nada contra ao esporte que tanto amo. E também não me refiro aos Flamenguistas mas sim, a todos os torcedores que esquecem que o salário dos médicos é menos valorizado do que o de um jogador de futebol, isso quando o médico nesse país chega a receber o seu salário. Nada não! Não fique chateado Torcedor! Lembre-se: eu sou minoria! Por isso Brasil é Brasil! Você venceu!!! Pode gritar da sua janela!!!
Um torpor de cheiros e saudades, de vazios e penetrações, de angústia e liberdade, de angústia das liberdades e uma ânsia de me libertar dessa imensidão e me jogar nas correias que seus braços me lançam toma conta de mim. Ao me traduzir, consumo carne por carne de mim e, ao final deste banquete sórdido, recomponho-me num vômito de esperanças e volto a enxergar o sol vermelho.
"Manhãs despalavradas e de tantas palavras"
Palavras
domingo, 6 de dezembro de 2009
Bon jour, couleur
Bon jour, ela disse!
Eu a ver Matisse
E ela me olhava
a beber na garrafa
Um último gole de ilusão
Meu coração palpitou
Seu bater ressoou
Minha respiração falhou
Até o ar me faltou...
Me faltou coragem
fugi, escondi, esvaneci
Segundos mais tarde
recobrei o juízo
voltei cheio de guizos
e antes de enrubescer de vergonha
Saltei aos seus ouvidos
e lhe soprei num gemido:
- Bon Jour, mademoiselle!
Seus olhos azuis me refletiram
Em lágrimas
as cores da minha felicidade
Daquela felicidade
inocente de quando criança...
Seus olhos de criança
Sempre a olhar
Pela primeira vez
A estranha e profunda
Novidade já vista por tantos
Pela primeira vez de muitas vezes
E, como se fosse a primeira das primeiras
Eles me refletiram a novidade
E eu acreditei...
Pois pela primeira vez
Senti já tê-la visto
- Bon jour, felicidade!
sábado, 31 de outubro de 2009
Desesperados
Violência, agressão física e desvalorização dos conceitos éticos – Parte I
Acordo de um sono mal dormido...
O coração aos pulos e um grito seco, áspero e mudo preso na minha garganta...
Cenas finais de um temido pesadelo...
Levanto da cama improvisada com trapos de cobertor e lençóis no chão de um quarto imundo...
Tateio com indecisão os buracos no chão causados pela falta de taco.
A cada passo mal dado chuto uns poucos tacos de madeira velha, soltando-os com facilidade. O coração a palpitar num escândalo de tensão.
Abro a porta à procura. Ainda estão lá! No canto da sala de paredes mofadas e com infiltrações aparentes, se encontra um sofá. Se é que ainda posso chamá-lo assim. Uma mobília com uma falta considerável de espumas (como eu de esperanças)
e com suas molas saltando, como os miolos de um moribundo cadáver a espera de novas idéias sobre eternidade... Mas, ainda estão lá!
Inspiro profundamente, e expiro o ar expulsando junto a tensão que me tomava o espírito. Ainda estão lá minhas crianças, meus anjos, meus filhos com seus corpinhos frágeis, puras miniaturas inocentes de pequenos gigantes prepotentes, sem esperança e sem rumo como eu. O mais velho tem onze anos. Quando tinha apenas sete, seu pai foi condenado a passar alguns anos longe. Por furto, o pai dele (eu) foi afastado temporariamente da família. Quando retornou ele já tinha quase dez anos. Hoje já é o homem da casa. E com o passar dos anos também se afastará temporariamente da família. Só a esperança o poderá salvar. A esperança, que ironia. Hoje dormem como uns anjos salvadores olhados por algum Deus. São uns pequenos sonhadores com esperanças. Mas quem espera, nunca alcança. Alcança sim, algumas migalhas de ilusões que nos mantém um pouco mais esperançosos. E, assim, de migalha em migalha, de esmola em esmola vamos seguindo a espera de alguma eternidade...
O coração aos pulos e um grito seco, áspero e mudo preso na minha garganta...
Cenas finais de um temido pesadelo...
Levanto da cama improvisada com trapos de cobertor e lençóis no chão de um quarto imundo...
Tateio com indecisão os buracos no chão causados pela falta de taco.
A cada passo mal dado chuto uns poucos tacos de madeira velha, soltando-os com facilidade. O coração a palpitar num escândalo de tensão.
Abro a porta à procura. Ainda estão lá! No canto da sala de paredes mofadas e com infiltrações aparentes, se encontra um sofá. Se é que ainda posso chamá-lo assim. Uma mobília com uma falta considerável de espumas (como eu de esperanças)
e com suas molas saltando, como os miolos de um moribundo cadáver a espera de novas idéias sobre eternidade... Mas, ainda estão lá!
Inspiro profundamente, e expiro o ar expulsando junto a tensão que me tomava o espírito. Ainda estão lá minhas crianças, meus anjos, meus filhos com seus corpinhos frágeis, puras miniaturas inocentes de pequenos gigantes prepotentes, sem esperança e sem rumo como eu. O mais velho tem onze anos. Quando tinha apenas sete, seu pai foi condenado a passar alguns anos longe. Por furto, o pai dele (eu) foi afastado temporariamente da família. Quando retornou ele já tinha quase dez anos. Hoje já é o homem da casa. E com o passar dos anos também se afastará temporariamente da família. Só a esperança o poderá salvar. A esperança, que ironia. Hoje dormem como uns anjos salvadores olhados por algum Deus. São uns pequenos sonhadores com esperanças. Mas quem espera, nunca alcança. Alcança sim, algumas migalhas de ilusões que nos mantém um pouco mais esperançosos. E, assim, de migalha em migalha, de esmola em esmola vamos seguindo a espera de alguma eternidade...
O pesadelo que me engole a alma no sono e na falta dele, é justamente a desesperança.
Errante. Do princípio ao fim. Fui destinado a uma vida torta, cheia de buracos e cadáveres no caminho. Cansei de esperar a solução... Cansei das ilusões...
O desemprego, a falta de dinheiro, os crimes e roubos necessários, os olhares críticos da mulher amada, a magreza das crianças e seus olhos frios e vazios pela falta de um pai. Prover a família...
Quais sãos os atos desesperados que um homem é capaz de fazer para prover a cria, para se por eterno prensando resíduos de sua pobre existência na estrada dessa vida? Aos poucos, vamos vendendo nossos bens necessários, vendendo nossas mais sinceras qualidades, nossa juventude, nossos poucos prazeres...
E sobrevivendo. Daí, diante da gravidade, vamos perdendo nosso espírito, vendendo nossos sorrisos, nosso corpo, nossa alma. Esses dois últimos... Só me restavam esses...
Inevitavelmente, os barganharei também!
Errante. Do princípio ao fim. Fui destinado a uma vida torta, cheia de buracos e cadáveres no caminho. Cansei de esperar a solução... Cansei das ilusões...
O desemprego, a falta de dinheiro, os crimes e roubos necessários, os olhares críticos da mulher amada, a magreza das crianças e seus olhos frios e vazios pela falta de um pai. Prover a família...
Quais sãos os atos desesperados que um homem é capaz de fazer para prover a cria, para se por eterno prensando resíduos de sua pobre existência na estrada dessa vida? Aos poucos, vamos vendendo nossos bens necessários, vendendo nossas mais sinceras qualidades, nossa juventude, nossos poucos prazeres...
E sobrevivendo. Daí, diante da gravidade, vamos perdendo nosso espírito, vendendo nossos sorrisos, nosso corpo, nossa alma. Esses dois últimos... Só me restavam esses...
Inevitavelmente, os barganharei também!
O prédio onde moramos (eu, minha esposa e minhas duas crianças) é um antigo prédio do governo.
Foi abandonado há alguns anos. Pouca a pouco, fomos invadindo.
Famílias como a minha, esperançosos desesperados de tanto esperar.
Um a um, fomos preenchendo o espaço interno daquele grande corpo de concreto que, com o passar dos anos, foi se tornando pequeno.
Daqui alguns meses o prédio será demolido pela prefeitura! No seu lugar vão erguer um pequeno parque com uma imponente torre em homenagem aos mortos de guerra.
Com isso, centenas de famílias como a minha ficarão desabrigadas.
Foi abandonado há alguns anos. Pouca a pouco, fomos invadindo.
Famílias como a minha, esperançosos desesperados de tanto esperar.
Um a um, fomos preenchendo o espaço interno daquele grande corpo de concreto que, com o passar dos anos, foi se tornando pequeno.
Daqui alguns meses o prédio será demolido pela prefeitura! No seu lugar vão erguer um pequeno parque com uma imponente torre em homenagem aos mortos de guerra.
Com isso, centenas de famílias como a minha ficarão desabrigadas.
Dormi toda a tarde, eu não queria! Sempre a mesma desculpa... Fui à igreja!
Muitos anos não piso em uma...
Não acredito nelas, nem em Deus, muito menos em padres...
“Padre, eu pequei!”
Gargalhadas sairiam da larga boca que se encontra entre as cicatrizes do meu rosto, se o medo não houvesse tomado antes, todo o meu estado de espírito, calando assim, qualquer ironia...
O medo, pouco a pouco, foi dando espaço a um grande vazio. Um frio e vazio coração. “Padre, um homem me ofereceu cinqüenta mil pelo meu corpo, pela minha vida. Hoje, ao final do dia, entrarei num grande galpão no centro da cidade.
Lá, um grupo de homens me espera. Esses homens vão espancar minha carne e meus ossos até a morte, diante de uma seleta platéia. Vão espremer meu corpo até que nele eu não exista mais...
Um esporte interessante! Excêntrico! O ser humano é capaz de tudo para se sentir no poder. Para se sentir forte. A força do caçador sobre sua caça. Mas, sempre chega a hora de ser caça... Suicídio? Sim. Ora, mas as prostitutas vendem o próprio corpo e a igreja lhes concede o perdão. É apenas uma questão de diferença de finalidades. Vendemos nossas almas a cada segundo da vida desde o momento em que dispomos de uma. E por esse simples serviço, receberei cinqüenta mil, ou melhor, minha família o receberá. Não é uma grande quantia, mas o suficiente para saírem daquele buraco onde vivemos”.
Muitos anos não piso em uma...
Não acredito nelas, nem em Deus, muito menos em padres...
“Padre, eu pequei!”
Gargalhadas sairiam da larga boca que se encontra entre as cicatrizes do meu rosto, se o medo não houvesse tomado antes, todo o meu estado de espírito, calando assim, qualquer ironia...
O medo, pouco a pouco, foi dando espaço a um grande vazio. Um frio e vazio coração. “Padre, um homem me ofereceu cinqüenta mil pelo meu corpo, pela minha vida. Hoje, ao final do dia, entrarei num grande galpão no centro da cidade.
Lá, um grupo de homens me espera. Esses homens vão espancar minha carne e meus ossos até a morte, diante de uma seleta platéia. Vão espremer meu corpo até que nele eu não exista mais...
Um esporte interessante! Excêntrico! O ser humano é capaz de tudo para se sentir no poder. Para se sentir forte. A força do caçador sobre sua caça. Mas, sempre chega a hora de ser caça... Suicídio? Sim. Ora, mas as prostitutas vendem o próprio corpo e a igreja lhes concede o perdão. É apenas uma questão de diferença de finalidades. Vendemos nossas almas a cada segundo da vida desde o momento em que dispomos de uma. E por esse simples serviço, receberei cinqüenta mil, ou melhor, minha família o receberá. Não é uma grande quantia, mas o suficiente para saírem daquele buraco onde vivemos”.
Deixo a igreja e sigo meu destino.
Vou sumindo do alcance dos olhos indignados do sacerdote de Deus, parado à porta da igreja mirando seus pensamentos em minha direção.
Vou desaparecendo na multidão de desesperados que, como eu, vendem suas almas baratas ao menor preço, sem muito reclamar.
Mas, a minha venda não é uma metáfora. E, como todas elas, não tem volta.
Vou sumindo do alcance dos olhos indignados do sacerdote de Deus, parado à porta da igreja mirando seus pensamentos em minha direção.
Vou desaparecendo na multidão de desesperados que, como eu, vendem suas almas baratas ao menor preço, sem muito reclamar.
Mas, a minha venda não é uma metáfora. E, como todas elas, não tem volta.
O homem que viu um mar
Eu hoje mergulhei no mar
Eu hoje me joguei num mar sem fim
Eu mergulhei em mim
Pra dentro de mim
a me olhar
sem respirar
Meu coração a gritar
A onda revolta que vive em meu peito
A esperança da Ilha perfeita
De um mapa mal feito
Hoje eu vi o mar
Como Narciso a olhar
Seu olho a brilhar
No sal desse mar
Como náufrago me deixei levar
Me deixei soltar
O corpo a flutuar
Emergi na emergência de ser e estar
De beijar e tocar
a enfumaçada brisa do ar
Já não era eu
Era o homem que viu um mar
Eu hoje me joguei num mar sem fim
Eu mergulhei em mim
Pra dentro de mim
a me olhar
sem respirar
Meu coração a gritar
A onda revolta que vive em meu peito
A esperança da Ilha perfeita
De um mapa mal feito
Hoje eu vi o mar
Como Narciso a olhar
Seu olho a brilhar
No sal desse mar
Como náufrago me deixei levar
Me deixei soltar
O corpo a flutuar
Emergi na emergência de ser e estar
De beijar e tocar
a enfumaçada brisa do ar
Já não era eu
Era o homem que viu um mar
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O Eclipse em mim
Voz de Angorás
Me chamam ao branco luar
Olhos de Persas
me olham a brilhar
Um Siamês lambe minhas mãos
num desejo de fome
numa ânsia de gosto
Tentam me acordar de um sono
Do sono do povo
que move a máquina
Sonâmbulo dos tempos
Cochilo o sono eterno
de uma nação esperança
Do homem esperante
do seu amor morto
que jamais voltará
Os Agorás, milhares deles
me fixam olhar
me sorriem
Aconchegam-se no meu sono
Remontam com fios de lãs
a minha vida e brincam
Me amarram com seu ímã turco
me puxam, me escalam
me calam e não param
Os Persas só cantam
e cantam e cantam
numa multidão sonora
As ondas de seus Sistros entram
no meu rosto, no meu corpo
pelos poros
pelos pêlos, pelos dedos
E pela noite sigo acordado
a sonhar com esses olhos
Com essas lágrimas
que não param de chorar
o choro dos anjos
e se juntam ao rio
de uma cidade distante
onde os Abissínios
se banham ao meu luar
E dançam e ao dançar
seduzem a consciência
de todos os seres
Com rapidez mítica nos move
hipnotiza, encanta
o eclipse em mim
E sigo desperto
sentindo o brilho
dos seus olhos felinos
a me banhar a pele
líquida de fertilidade
Me chamam ao branco luar
Olhos de Persas
me olham a brilhar
Um Siamês lambe minhas mãos
num desejo de fome
numa ânsia de gosto
Tentam me acordar de um sono
Do sono do povo
que move a máquina
Sonâmbulo dos tempos
Cochilo o sono eterno
de uma nação esperança
Do homem esperante
do seu amor morto
que jamais voltará
Os Agorás, milhares deles
me fixam olhar
me sorriem
Aconchegam-se no meu sono
Remontam com fios de lãs
a minha vida e brincam
Me amarram com seu ímã turco
me puxam, me escalam
me calam e não param
Os Persas só cantam
e cantam e cantam
numa multidão sonora
As ondas de seus Sistros entram
no meu rosto, no meu corpo
pelos poros
pelos pêlos, pelos dedos
E pela noite sigo acordado
a sonhar com esses olhos
Com essas lágrimas
que não param de chorar
o choro dos anjos
e se juntam ao rio
de uma cidade distante
onde os Abissínios
se banham ao meu luar
E dançam e ao dançar
seduzem a consciência
de todos os seres
Com rapidez mítica nos move
hipnotiza, encanta
o eclipse em mim
E sigo desperto
sentindo o brilho
dos seus olhos felinos
a me banhar a pele
líquida de fertilidade
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Um se pôr em Portugal
Um ardor de te engolir
Um torpor de aceitar
Um cremor de doação...
Para cada manhã certas palavras
Para cada palavra um vermelhar
Um raiar, um se pôr
Um entardecer
Um Brotar
Um morrer
Como posso viver
Se meu corpo aqui não está
Essa manhã que me banha em sol
Queima-te em sol de outro lar
Expandir, dilatar...
Meus olhos ao me catar
Te expõe de tal luminosidade
E com tal heresia
Azuis são os olhos
Manhãs de carícia e redenção
Ao me olhar me queima
Ao meu olhar, um ardor
Um raiar de meu pensamento
Um tecer de tarde
Um se pôr em Portugal
Um estar e não estar
Como maresia
Não poder tocar
Thiago Pach
Um torpor de aceitar
Um cremor de doação...
Para cada manhã certas palavras
Para cada palavra um vermelhar
Um raiar, um se pôr
Um entardecer
Um Brotar
Um morrer
Como posso viver
Se meu corpo aqui não está
Essa manhã que me banha em sol
Queima-te em sol de outro lar
Expandir, dilatar...
Meus olhos ao me catar
Te expõe de tal luminosidade
E com tal heresia
Azuis são os olhos
Manhãs de carícia e redenção
Ao me olhar me queima
Ao meu olhar, um ardor
Um raiar de meu pensamento
Um tecer de tarde
Um se pôr em Portugal
Um estar e não estar
Como maresia
Não poder tocar
Thiago Pach
Manhãs despalavradas e de tantas palavras
Me deixo levar
Por sensações
E sentimentos
Aliterações literárias.
O que se torna em algum
Momento palavra. (?)
Palavra que sai do pensamento
Sexual, por acaso
E tomam a forma de uma mulher
Ao sair pela boca
Arredondada e feminina,
Provocante e enluarada,
Aberta e úmida
Dando luz a forma
Ou masculina
Nas pontas dos meus dedos
Que vasculham,
Descobrem,
Violam o branco espaço
Se introduzindo,
Confundindo
E traduzindo-se
Em sensações letradas,
Não de conhecimento,
Mas de experimento.
Thiago Pach
Por sensações
E sentimentos
Aliterações literárias.
O que se torna em algum
Momento palavra. (?)
Palavra que sai do pensamento
Sexual, por acaso
E tomam a forma de uma mulher
Ao sair pela boca
Arredondada e feminina,
Provocante e enluarada,
Aberta e úmida
Dando luz a forma
Ou masculina
Nas pontas dos meus dedos
Que vasculham,
Descobrem,
Violam o branco espaço
Se introduzindo,
Confundindo
E traduzindo-se
Em sensações letradas,
Não de conhecimento,
Mas de experimento.
Thiago Pach
Biscoito, reflexo de leite
- Nossa,
Assim vc me mata!
ela disse
Quis responder,
Mas a boca estava cheia
De uma boca de biscoito
Quis engolir
Até cuspir
O que dizer?
Sorri
Então, ficou um sentimento gostoso
De biscoito da manhã
Leite açucarado
E ao me olhar
No espelho de vidro
Reflexo meu na janela de um carro
Me senti tal qual
Bom biscoito
Nossa, assim você me mata!
E sorri novamente...
Thiago Pach
Assim vc me mata!
ela disse
Quis responder,
Mas a boca estava cheia
De uma boca de biscoito
Quis engolir
Até cuspir
O que dizer?
Sorri
Então, ficou um sentimento gostoso
De biscoito da manhã
Leite açucarado
E ao me olhar
No espelho de vidro
Reflexo meu na janela de um carro
Me senti tal qual
Bom biscoito
Nossa, assim você me mata!
E sorri novamente...
Thiago Pach
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Sol vermelho de mim
Um torpor de cheiros e saudades,
de vazios e penetrações,
de angústia e liberdade,
de angústia das liberdades
e uma ânsia de me libertar dessa imensidão
e me jogar na correias que seus braços me lançam
toma conta de mim.
Ao me traduzir,
consumo carne por carne de mim e,
ao final deste banquete sórdido,
recomponho-me num vômito de esperanças
e volto a enxergar o sol
vermelho.
Thiago Pach
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