Um torpor
de cheiros
e saudades,
de vazios
e penetrações,
de angústia
e liberdade,
de angústia
das liberdades
e uma ânsia
de me libertar
dessa imensidão
e me jogar
nas correias
que seus braços
me lançam toma
conta de mim.
Ao me traduzir,
consumo carne
por carne de mim
e, ao final deste
banquete sórdido,
recomponho-me num
vômito
de esperanças
e volto
a enxergar
o sol
vermelho.