Um torpor
de cheiros
e saudades,
de vazios
e penetrações,
de angústia
e liberdade,
de angústia
das liberdades
e uma ânsia
de me libertar
dessa imensidão
e me jogar
nas correias
que seus braços
me lançam toma
conta de mim.
Ao me traduzir,
consumo carne
por carne de mim
e, ao final deste
banquete sórdido,
recomponho-me num
vômito
de esperanças
e volto
a enxergar
o sol
vermelho.
"Manhãs despalavradas e de tantas palavras"
Palavras
sexta-feira, 12 de março de 2010
Grandes olhos verdes
Trouxeste-me a natureza e a dúvida! Com seus olhos trouxeste-me o desejo de olhar-te. Para sempre...
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Belas manhãs Cairão de sua janela Em seus olhos Terá a imagem Da brilhante estrela A brilhar pela eternidade
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Belas manhãs
Cairão de sua janela
Em seus olhos
Terá a imagem
Da brilhante estrela
A brilhar pela eternidade